Não conseguir é diferente de não querer
Talvez o que esteja aqui te interesse, talvez não, o que importa? Não faço isso por ou para você.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Musica nacional.
sábado, 3 de setembro de 2011
Sem título, não faço idéia ainda.
Um dia, minha irmã não pode pegar o onibus comigo, fui sozinha e lá eu encontrei um amigo dela que acabou virando conhecido meu também. Bem, o negócio é o seguinte: eu consegui manter uma conversa por cerca de 25 min. Tá certo que a gente tava falando de filmes que estão no cinema e que foi um tema relativamente fácil para mim, eu dei algumas derrapadas, como um silêncio bem mudo e esqueci de falar sempre olhando para ele, mas eu me senti bem, deu tudo certo e não pareci distante. Chegando em casa, quando percebi e pensei: consegui manter uma conversa! deu vontade de pular em tudo e andar na ponta dos pés...
Outro dia, na hora do almoço, eu e minha irmã fomos ao shopping porque ela queria ver o namorado dela. Eu nunca sei se vou junto porque aprendi que não se pode sair só 1 + um par de namorados, o tal "segurar vela". Lá, o namorado dela me apresentou um moço que trabalha com ele, dizendo que ele queria me conhecer (? - sei lá se era isso). Como sempre, não consegui olhar para ele e, após um oi bem rápido, cada um tomou o seu caminho. Eu gostei de ter sido apresentada a um rapaz. Eu acho que os meus amigos não me apresentavam a rapazes porque não sabiam que eu gosto de homem. Eu acho que agora eles já perceberam que sou hetero.
Outra coisa, eu percebi que as pessoas a minha volta estão me tratando como ser humano e não me vendo por meio de parâmetros "o que a Aline faz ou deixa de fazer". A sensação de felicidade é tao nova para mim que demorou para nomeá-la. Eu acho que nunca tinha me sentido feliz antes por causa de pessoas. Eu vou prestar mais atenção agora, talvez há meses ou ano que tentam se aproximar de mim, mas eu que, de tanto ouvir merda por 26 anos, não percebi os acontecimentos destes períodos mais recentes. E está acontecendo tanta coisa que só sei, mas não faço idéia do que sejam.
Eu queria morar sozinha. Agora deve ser com outro motivo, não sei bem ao certo. Antes, eu via meu futuro sobrevivendo entre as pessoas de dia e passando momentos "divertidos" com elas e, a noite, prestando atenção no que eu gosto, na minha propria vida, sem ninguém me dizendo o que é socialmente aceito, se eu quiser "aprender" ocarina e fazer barulho, que seja por diversão... se eu quiser subir em tudo e até pelas paredes porque me sentirei bem, que eu faça. Mas, hoje, não sei como pensar sobre morar sozinha, qual é o motivo. Eu acho que não vou precisar tanto assim de um refúgio.
sábado, 13 de agosto de 2011
Me responde uma coisa...
Pela forma que fui apresentada ao sexo comentado pelas pessoas a minha volta, pareceu-me que prefeririam me ver violentada do que de fato amando alguém. Se for para transar só para sentir o corpo quente, ligeira falta de ar, o coração acelerado e os músculos se contraindo, eu posso muito bem sentir isso sozinha. A minha dúvida é: como reconhecer que há um ser humano que está interessado por mim. Talvez eu tenha, sem querer, dispensado vários rapazes interessados e interessantes justo porque eu não consegui ler os rostos deles.
Motivo ideal para que as pessoas se divirtam me humilhando.
A propósito, eu só senti que meus pais existiam há um tempinho atrás. Sentir, porque saber, todo mundo sabe. Sentir que eles são humanos assim como você, e não como coisas para interagir. Será que o próximo passo é sentir que um amigo existe, e não só saber?
Sabe... uma coisa que sempre ouvia na minha adolescência era: "aaahrr, olha as outras meninas!?!?!?" O que esqueceram de me falar era: olha o quê, especificamente falando, e em qual delas? Foi só na faculdade que um amigo perguntou: "por que é que você não faz as sobrancelhas igual a da Alessandra?". Vocês não fazem idéia de como eu fiquei feliz depois de uns dias. Prestaram atenção na frase? Ele disse o o quê, do quem! Ele foi extremamente preciso e especifico no que falou. Ele pode até não se lembrar do ocorrido, mas ficou aqui dentro.
Outra coisa, outra pessoa. De uns tempos pra cá ele so conversava comigo sobre trabalho e, de vez em quando, bem de vez em quando, sobre relacionamentos. Um dia em que eu me senti bem confortável foi quando ele começou a perguntar sobre o que eu gostava e falava: "você gosta disso né? E faz isso também." O que ele estava me falando era sobre as comunidades que tenho no orkut, sem me dizer que era de lá. Ele não estava me forçando de modo algum a pertencer a um grupo específico, ou ter um gosto específico porque era o certo a ser feito. Ele simplesmente viu a pessoa que estava dentro de mim, com seus gostos proprios, e que tem o direito de viver sua vida. Ele não me forçou a nada, a responder nada que eu não quisesse e ainda viu a minha pessoa.
Faz tempo que a gente não se fala mas eu acho que, depois de sentir que os pais existem, eu devo sentir que os amigos existem de fato. Quanto tempo vai demorar para eu reconhecer o rosto de um provável namorado, eu não sei, mas eu não quero ser obrigada a nada só porque é o certo.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O mundo precisa de terapia
sábado, 25 de setembro de 2010
Pesquisa eleitoral
- Américo de Souza (PSL)
- Dilma Rousseff (PT)
- Ivan Pinheiro (PCB)
- José Maria Eymael (PSDC)
- José Serra (PSDB)
- Levy Fidélix (PRTB)
- Marina Silva (PV)
- Mário de Oliveira (PTdoB)
- Oscar Silva (PHS)
- Plínio Sampaio (Psol)
- Rui Pimenta (PCO)
- Zé Maria (PSTU)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
A Categoria da Vez

Esse é o nosso cara, Martin Blank. Ele é o primeiro da lista de "homens bonitos mas impossíveis de se ter"
Logo no início do filme ele recebe um convite para a festa de 10 anos de formatura e é chamado para participar de uma espécie de sindicato de matadores. Ele se recusa a participar de ambos, mas um último trabalho o leva à cidade em que cresceu. Ele se vê entre seus antigos colegas e as compreensíveis perguntas: "o que você andou fazendo esse tempo todo? 10 anos!!!", além do fato de que a sua namorada e par do baile, que foi largada de repente bem no dia da formatura quer fazê-lo pagar as suas contas, ao vivo, na rádio em que trabalha.
É um bom filme para ver hoje, só que eu já o vi ontem e anteontem. Aliás, eu não sei porque eu vejo tantas vezes um mesmo filme no mesmo mês. Foi quando eu resolvi mudar. Hoje passei para uma outra categoria, a de filmes que tem pessoas que chocam, um complemento da categoria acima. Entre elas, as melhores estão na Família Addams. Não aqueles filmes bonitinhos feitos no fim do século. Eu falo da série de tv, que, em minha opinião, foi a melhor adaptação dos quadrinhos do meu querido Charles Addams.

Esse é o cara que gostava de passear em cemitérios porque lá era tranquilo.
Pouca gente percebe que eles são uma família comum, que se gosta e se protege. O incomum é o gosto desta família. Eu sou flexitariana, mas, por exemplo, se eu fosse para a China, experimentasse um espetinho de grilo, gostasse e quisesse trazer este hábito para a minha casa aqui no Brasil, eu o faria. Sendo assim, eu teria um gosto incomum para o meu país, mas que foi adquirido justo por ter a mente aberta a novidades.
Sobre os filmes em que a gente torce para o vilão, isto é, mais precisamente ao anti-herói, eu diria que o melhor é Mamãe é de Morte. Em seguida, A Noiva de Chucky. Tem também o Ladrão de Casaca, de Alfred Hitchcock. Mamãe é de Morte fala sobre uma dona de casa que deseja ter tudo na mais perfeita ordem e classe. Ela ameaça por telefone uma mulher que nao foi gentil com ela no trânsito, mata outra que não rebobinou a fita que pegou na locadora de seu filho, mata um casal que não escova os dentes (nota-se que seu marido é dentista e que o casal era cliente), entre outros. Sempre sendo distinta e educada. A Noiva de Chucky é apaixonante. Um casal de assassinos que estão unidos por motivos opostos. Ela deseja reatar um amor, ele quer apenas sair do corpo do boneco. Finalmente, Ladrão de Casaca fala sobre uma série de roubos que indicam que um ladrão está de volta à ativa, O Gato, mas, o que pouca gente sabe, é que ele não está fazendo absolutamente nada de errado: é outra pessoa que se passa por ele. Ele faz de isca as joias que uma recém conhecida herda da mãe, com o intuito de provar sua inocência, capturando o impostor.
Hoje à noite vou ver A Noiva de Chucky. É muito meigo vê-los falando em francês. Minto. Relendo o texto, deu vontade mesmo é de ver, pela terceira vez consecutiva, Matador em Conflito. Isso me fez lembrar aquela vez em que eu passei um mês inteiro ouvindo uma única música, mas isso fica para outra história.